Minha atuação profissional acontece no encontro entre tecnologia, investigação, negócios, cultura, inteligência artificial e construção de sistemas.
Essas áreas não funcionam para mim como carreiras isoladas. Ao longo do tempo, cada uma acrescentou uma forma diferente de observar problemas, organizar informação, reduzir incerteza e transformar uma ideia em algo executável.
Perícia digital e segurança da informação
Na perícia digital, trabalho com uma lógica baseada em evidência, contexto, rastreabilidade e limite de conclusão.
Esse modo de pensar ultrapassa o ambiente forense. Ele influencia a forma como avalio informações, documento decisões e separo aquilo que é observável daquilo que ainda é interpretação.
Segurança da informação faz parte desse trabalho: além de acessar, organizar ou automatizar dados, é preciso decidir o que deve existir, quem precisa acessar e o que não deveria circular.
Tecnologia e arquitetura de sistemas
Minha trajetória em tecnologia começou no contato direto com usuários, suporte, manutenção e infraestrutura.
Esse começo moldou uma preferência que permanece até hoje: tecnologia precisa resolver antes de impressionar.
Com o tempo, o trabalho passou de equipamentos e redes para processos, automações, organização de informação e arquitetura de ecossistemas digitais.
Hoje, meu interesse está principalmente na forma como memória, regras, dados, pessoas, inteligência artificial e automações conseguem cooperar sem criar dependências desnecessárias.
O DeleonOS é uma expressão prática dessa linha de trabalho.
Inteligência artificial aplicada
Eu uso inteligência artificial para ampliar capacidade em pesquisa, organização de contexto, análise, produção, automação, documentação e apoio à decisão.
Trato IA como ferramenta de apoio, combinada com método, critérios e revisão.
O trabalho está em construir estruturas nas quais a IA tenha contexto suficiente para ser útil, limites suficientes para ser segura e mecanismos suficientes para que suas respostas possam ser revisadas.
É nessa área que concentro boa parte da minha pesquisa e desenvolvimento atual.
Negócios, produtos e modelos de renda
Também trabalho com desenho de ofertas, produtos digitais, automação comercial e arquitetura de modelos de renda.
Meu foco está no ciclo inteiro:
posicionamento → oferta → operação → aquisição → venda → entrega → pós-venda → risco → melhoria.
A Escola do Dinheiro organiza parte importante desse conhecimento e da minha experiência com educação econômica, negócios e sistemas de geração de renda.
Eu prefiro modelos que possam ser compreendidos, testados e melhorados a promessas baseadas apenas em resultado aparente.
Produção cultural e construção de memória
A produção cultural acrescentou outra dimensão ao meu trabalho: entender que projeto não é apenas processo.
É gente, contexto, linguagem, logística, memória e continuidade.
Nos Xamãs Urbanos e em outras experiências culturais, trabalhei com pesquisa, escrita, organização de conteúdo, curadoria, comunicação e estruturação de experiências.
Isso influenciou profundamente a forma como penso documentação.
Registrar não é apenas arquivar. É preservar contexto suficiente para que uma experiência continue compreensível depois que o momento passou.
Autonomia local e sistemas replicáveis
Tenho também experiência prática com pequenos sistemas produtivos, produção local, hortas, criações, monitoramento e outras estruturas de autonomia.
O que me interessa nesses contextos é compreender o ciclo completo: recurso, operação, risco, mercado, entrega e continuidade.
Parte desse repertório nasceu de experiências realizadas para outras pessoas. Em diferentes casos, acompanhei o caminho da implantação ao funcionamento, incluindo venda e pós-venda, antes de adaptar esses aprendizados a projetos próprios.
É daí que vem meu interesse por modelos replicáveis: transformar experiência em referências práticas que outra pessoa consiga compreender e adaptar.
O ponto em comum
As áreas mudam, mas algumas perguntas permanecem:
- Qual é o problema real?
- Que contexto está faltando?
- O que precisa funcionar primeiro?
- Onde existe risco?
- O que deve ser documentado?
- Como reduzir dependência?
- O que precisa continuar funcionando depois da entrega?
É nesse cruzamento que eu atuo: reconhecendo sistemas diferentes e trabalhando sobre a arquitetura que existe por trás deles.